Sim, o filme de Scorsese sobre os Rolling Stones, Shine a light, é apenas um show. Nada mais. Mas falta dizer que o show é ótimo, lembrando os bons momentos de Copacabana em 2006. Não é um documentário propriamente dito, porque é fraquíssimo de informações sobre a banda, mas também nem precisava. Foi melhor Scorsese ter usado essa técnica, do que fazer algo monótono como o No direction home, sobre Bob Dylan. O diretor não é forte nas seqüências e oscilações que fazem um documentário bom, apesar de ser eficiente em levantar histórias, entrevistas e documentos, como o fez no filme sobre Dylan e também em A história do Blues - mas não neste. É destaque, porém, a habilidade de Scorsese em não perder ótimos momentos do show, como as atitudes stonianas da banda, e por conseguir adminsitrar quase cem câmeras em um pequeno auditório, sem quebrar o eixo nenhuma vez e com poucas câmeras vazando. Corre no Gemini, na Paulista, que foi o único lugar onde a gente ainda achou em cartaz.
01/05/2008
Show na telona
Sim, o filme de Scorsese sobre os Rolling Stones, Shine a light, é apenas um show. Nada mais. Mas falta dizer que o show é ótimo, lembrando os bons momentos de Copacabana em 2006. Não é um documentário propriamente dito, porque é fraquíssimo de informações sobre a banda, mas também nem precisava. Foi melhor Scorsese ter usado essa técnica, do que fazer algo monótono como o No direction home, sobre Bob Dylan. O diretor não é forte nas seqüências e oscilações que fazem um documentário bom, apesar de ser eficiente em levantar histórias, entrevistas e documentos, como o fez no filme sobre Dylan e também em A história do Blues - mas não neste. É destaque, porém, a habilidade de Scorsese em não perder ótimos momentos do show, como as atitudes stonianas da banda, e por conseguir adminsitrar quase cem câmeras em um pequeno auditório, sem quebrar o eixo nenhuma vez e com poucas câmeras vazando. Corre no Gemini, na Paulista, que foi o único lugar onde a gente ainda achou em cartaz.
29/04/2008
Caramel
Por Anna Carolina Nogueira, desde Buenos AiresQuando colocam arte na nossa frente há duas opções: te toca ou não te toca. É simples assim. Não adianta esmiuçar a complexidade de uma obra na minha cara. Explicitar emoções não aumenta as chances de emocionar, pode até ter efeito contrário.
Foi exatamente o que me tocou em Caramel. Ele tem uma sensibilidade delicinha, totalmente contrária aos filmes mulherzinha norte-americanos - ou seja, os homens podem assistir despreocupados. Não necessita destrinchar sentimentos em nossos ouvidos para que eles sejam entendidos, quando o silêncio já explica tão bem.
O nome do filme é pelo caramelo usado no salão para depilação, tão doce e tão doloroso. Torçam para que o filme chegue logo às telas brasileiras.
28/04/2008
Fila on line
Logo mais, a virada, Stones e muito mais...
25/04/2008
Mutantes Depois
A primeira música da banda sem o Arnaldo Baptista e Rita Lee. Será tocada na virada cultural de SP neste fim de semana. O detalhe é que a banda terá apenas o Sérgio Dias da formação original.Zé, desce um conhaque.
Pra doer mais
Temporada de festivais no UK
Liverpool 08 – Como Capital Cultural da Europa, Liverpool terá eventos o ano inteiro – o site www.liverpool08.com traz a programação completa. O Liverpool Sound City, por exemplo, vai de 27 a 30 de maio, com apresentações em 30 lugares, desde o tradicional Cavern Club até estacionamentos e igrejas (www.liverpoolsoundcity.co.uk). Além disso, selos independentes como Domino e Moshi Moshi promovem festas para divulgar seus artistas. Já no dia 1º de junho, Paul McCartney será o mestre de cerimônias do The Liverpool Sound, um concerto no mítico Anfield Road para mais de 35.000 pessoas, com bandas locais e estrangeiras.
Download (13 a 15 de junho) – Metaleiros do mundo todo se reúnem em Leicestershire (Midlands Leste) para ouvir bandas novas e veteranas. Judas Priest, Motörhead, Him e Offspring estão entre as atrações. Os irmãos brasileiros Max e Igor Cavalera, do extinto Sepultura, vão se apresentar no Reino Unido com sua nova banda, a Cavalera Conspiracy. www.downloadfestival.co.uk
Glastonbury Festival (27 a 29 de junho) – Um dos mais famosos festivais de música do Reino Unido acontece no condado de Somerset, oeste da Inglaterra. Ao longo de três dias, haverá shows simultâneos de diferentes estilos musicais, em vários palcos e tendas. Estão sendo esperados The Verve, Kings of Leon e Fatboy Slim, entre outros. Vale dizer que Glastonbury já foi um importante centro de peregrinação religiosa, por conta da conexão com o rei Artur e o Santo Graal. www.glastonburyfestivals.co.uk
Hard Rock Calling (28 e 29 de junho) – Londres é anfitriã de um festival que acontece em pleno Hyde Park – aquele onde qualquer um pode subir num caixote de madeira para expôr seu ponto de vista, no Speakers´ Corner. Durante o festival, subirão ao palco no sábado Eric Clapton, Sheryl Crow e John Mayer. No domingo, será a vez de KT Tunstall, The Stranglers e The Police se apresentarem. www.hardrockcalling.co.uk
O2 Wireless (3 a 6 de julho) – Mais uma vez o imenso Hyde Park dá lugar a um festival, desta vez de rock, pop e dance. Counting Crows, Fatboy Slim, Morrissey e Ben Harper estarão por lá. Entre uma apresentação e outra, não será difícil relaxar neste que é considerado o espaço público mais elegande da cidade. www.o2wirelessfestival.co.uk
T in the Park (11 a 13 de julho) – Será a 14ª edição do festival que acontece em Kinross, Escócia. Estão confirmados shows de Amy Winehouse, REM, Kaiser Chiefs, The Chemical Brothers, The Enemy e The Prodigy. Há uma área de camping para quem quiser ficar no meio do agito. A região de Kinross é a porta de entrada para as Highlands. www.tinthepark.com
V Festival (16 e 17 de agosto) – Atrai nomes como Alanis Morissette, Lenny Kravitz e Duffy, além de outros músicos que não costumam participar do circuito de festivais. Os shows acontecem simultaneamente em dois lugares: Chelmsford, no sudeste da Inglaterra, e Staffordshire, em Midlands. www.vfestival.com
Reading / Leeds (22 a 24 de agosto) – O festival de rock é realizado em duas cidades diferentes da Inglaterra. A oeste de Londres fica Reading, entre o castelo de Windsor, Eton College e uma abadia do século 12. Leeds está na região de Yokshire, ao norte, e atingiu o seu auge na época vitoriana. Comparecem ao festival bandas de rock alternativo, hip-hop, punk, hardcore, num total de 150 atrações, que se apresentarão nas duas cidades. Entre os que já confirmaram presença estão Rage Against The Machine, The Killers e Mettalica. www.readingfestival.com, www.leedsfestival.com
Creamfields (23 e 24 de agosto) – Considerado um dos melhores festivais de música eletrônica do mundo, o Creamfields acontece em Cheshire, perto de Liverpool. Será a 10ª edição e mais de 100 DJs foram convidados para animar a festa – eles estarão distribuídos em 10 palcos. Este ano são esperadas 45.000 pessoas e o festival será transmitido ao vivo pela BBC Radio 1. www.creamfields.com
Bestival (5 a 7 de setembro) – Grande o suficiente para atrair convidados como Amy Winehouse, mas com uma atmosfera family-friendly, já que há roda-gigante, contadores de histórias, apresentações de teatro e de acrobatas. Acontece na Ilha de Wight, no sudeste da Inglaterra – chega-se até lá após um curto trajeto de ferry-boat. www.bestival.net
Chega doeu...
Ontem à noite, por um acaso da vida, caí no show do Ney no Canecão que passou no Canal Brasil. Não sofro de abstinência de shows, afinal de contas toda a verba salarial é dedicada a esse fim. Mas me doeu não ter ido nesse. Foi sensacional! Quero muito que ele ainda queira dar o ar da graça por essas bandas... Buá!Gonzo

Estréia no mês que vem, no festival internacional de São Francisco o filme GONZO: THE LIFE AND WORK OF DR. HUNTER S. THOMPSON, sobre a vida desse repórter que recriou o jornalismo mundial. O documentário é dirigido pelo vencedor do Oscar Alex Gibney. Aqui dá para ver o trailer e aqui se lê uma boa reportagem sobre o filme e ele.
23/04/2008
La bomba de tiempo
Quando termina o fim de semana não termina a animação do povo porteño. Para muitos, é exatamente o contrário. Toda segunda-feira há fila na porta da Ciudad Cultural Konex para ver La Bomba de Tiempo, um grupo de percurssão que trabalha com improvosação dirigida. O diretor tem mais de 50 senhas para coordenar o ritmo dos seus 17 percurssionistas, que começam a tocar sem ter idéia do que vai sair dali. O próprio diretor só indica uma entrada, sem saber o que virá em seguida.O cd, entretanto, não faz jus ao talento dos moços e o show é incrívelmente melhor, afinal, ouvir percurssão no carro ou andando de bicicleta não é exatamente a melhor opção. A melhor opção é curtir o som ao vivo, na Sarmiento 3131, às 20hs toda segunda-feira, e se pá até sambar para deixar as argentinas sem ritmo morrendo de inveja. O show é super animado e o ingresso só custa 10 pesos, assim como a Quilmes de 1 litro no bar do local.
A direção do grupo é de Santiago Vazquez, que, além do La Bomba, tem trabalho solo e com outros grupos. O cara é bom em tudo que faz e vale uma visita ao site dele pra conhecer (http://www.santiagovazquez.com/).
Rica parceria
Zé, desce uma original para apreciar.
Partida diferente
No domingo os componentes do blog foram assistir uma partida (de futebol) diferente. Ao invés de bola, o que rolou foram quase 2h de risada. Falo do Jogando no Quintal. Até agora não entendi se é teatro, circo ou se tudo isso misturado. É difícil de explicar, mas a dinâmica é como o futebol onde existe o 1º e 2º tempo, mas ao invés do placar se manifestar com gols dos pernas de pau do futebol brasileiro, ele representa a disputa das melhores piadas criadas através de temas que o público coloca na hora. Quem puder assistir, recomendo.
22/04/2008
Coxia do Zé
Ro: Gente.....o paul di’anno vai tocar o killers (na Virada Cultural)!!!!! Vcs têm noção o que signifca?
Fê: Não.... explica
Ro: Ele é o primeiro vocalista do Iron Maiden. Ele foi o vocalista dos dois primeiro cds da banda, uma fase punk/hard rock, antes de ser o metal melodico do bruce dickinson. O killers é o segundo cd do iron. Cd que tem um dos sons mais clássicos, como: wrathchild, killers, purgatory.....
Dan: É moda isso de bandas e artistas tocarem determinados álbuns ou fases, né? O Iron fez isso. O Paul Di’anno tá fazendo isso. Na própria virada, o Ultraje vai fazer isso. Sem falar no Roger Waters, que tocou todo o Dark side. Eu gosto disso. Acho honesto com o público. Você vai se quiser ouvir aquilo e não outras podreiras. Seria legal assistir a um show do Rei só tocando Em ritmo de aventura. Sendo poupado das gordinhas e feinhas. Ou Tom Zé tocando só Ensaiando o samba. Ou mesmo titãs tocando aquele cd que vcs falaram outro dia (cabeça dinossauro). Ou quem não iria em um tributo ao Legião em que só tocassem o “dois”? hahahaha
Fe: É, eu gosto disso, só acho ridículo tipo o Toquinho, que fez disso um modo de vida
Ro: Acho sensacional...se vou no show, é pq gosto do cd. Isso deveria ser desenvolvido com mais freqüência.... Uhuuuuuu
Fe: Mas eu acho limitado também. O show está aí pra fazer o diferente. A história é que o diferente tem q ser bom... sempre lembro do show da Madeleine (peyroux), q foi foda.
Ro: Eu concordo com vc, fê. Porém é importante para a geração mais nova, assistir a um show como do roger waters por exemplo. Imagina como seria um guns tocando apenas appetite for destruction? Seria muito melhor do que um show com muito som ruim...
Fe: Eu discordo. A evolucao é necessaria, senão até hoje a gente ia ter q ficar assistindo operas originais, e a música não teria evoluido. Os discos existem exatamente para perpetuar uma fase. Como diz Lulu – tudo muda o tempo todo no mundo.
Dan: Eu discordo da discordância. Eu curto assistir a óperas originais e acho que há discos que fazem sentido apenas quando inteiros, tipo o dark side. Claro que, a cada dia, é menos comum encontrar uma banda com o cuidado de desenvolver uma história ao longo de um disco. Ainda mais trabalhar a combinação das músicas como um Tommy, do The Who. Mas é necessário valorizar quem faz isso direito.
O filme que faltava sobre SP
Há seis meses, eu e a fezoca assistimos ao documentário Bem-vindo a São Paulo, e, após nosso papo pós-filme, escrevi: Perderam oportunidades de explorar diversas imagens interessantes de São Paulo. A cidade é muito mais do que aquilo. Pois bem, não passava por nossas mentes que a iniciativa já havia sido tomada por uma equipe da Mutante Filmes, que fez o documentário Cosmópolis no ano passado mesmo. O filme trata de histórias de imigrantes e descendentes e mostra como a cidade foi moldada segundo cada herança cultural e como, a partir dessa geléia geral, formou-se algo único e especial. Além de ótimo enredo, as cenas, tomadas e seqüências também são muito boas - o que é essencial em um documentário. Diferentemente do filme do Cakoff, este é uma ode à cidade. Te faz sentir bem e curtir ainda mais esta Gothan Tupiniquim.
Show contracultural
19/04/2008
Odorico Paraguaçu
A melhor maneira de exprimir o quanto eu gostei dessa peça é dizendo que foi a primeira que eu falei - Uhu, logo que acabou, em alto e bom som. Isso nunca tinha acontecido. A peça é fantástica, além do talento incontestável de Nanini, a montagem tem elementos modernos que fogem daquele padrão nordestino caricato. O sotaque foi mantido, as vestimentas também e é claro que a verocidade da história também. Mas alguns detalhes sutis de iluminação e produção fizeram toda a diferença. Altamente recomendável. Lá perto da Praça Roosvelt que é perto da Kilt, sabe? Ah, os meninos sabem.... Pois bem, é no Cultura Artística.
18/04/2008
Fofoca cool
Essa eu gostei!Portman foi convidada por Devendra para atuar em seu próximo videoclipe. A atriz será personagem da canção "Carmencita", que faz parte do álbum "Smokey rolls down thunder Canyon". Ainda não se sabe quando o vídeo será lançado.
17/04/2008
Cosa deles
Houve um tempo em que o discurso opressivo e intimidador dos Racionais MC’s fazia mais sentido. Talvez ainda o faça para o povo da periferia. É impossível eu julgar do ponto-de-vista deles. Mas ontem, em um festival da Banda Black Rio em homenagem ao Tim Maia, o discurso de Mano Brown e Cia. soava ultraconservador e descabido. Dizer que excepcionalmente estavam “da ponte pra lá” (foi no HSBC Brasil), pra playboyzada não se acostumar, dizer que éramos como ladrões e responsáveis pela condição daquele bando – fazendo uma referência ao confisco do ouro pelos portugueses – não tinha nada a ver em uma festa ao grande Tim Maia. Fora aquele clima de “nóis é gangsta, nóis é máfia, vacilou nóis mata e cosa nostra (com direito até a cantarem a música com o verso)”. Ao contrário da agressividade gratuita dos Racionais, a própria Black Rio mandou muito bem (em som e postura) e soltou em off momentos de realeza e maestria de Tim ao tocar no mesmo tema de defesa da negritude, mas de forma mais profunda e irônica: “O Senado precisa ter pretos!” A afirmação te faz pensar, ao invés de simplesmente coagir. Musicalmente, o show dos Racionais é ótimo. “Um homem na estrada” obviamente caiu como uma luva. Nesse sentido, é uma pena saber que é muito pouco provável que eu volte a vê-los alguma vez na minha vida. E, se o discurso for o mesmo, nem vou fazer questão.
Tem Zé internacional
16/04/2008
Cara e muitas Coroas
Ir ao show do rei Roberto Carlos, além de uma realização de sonho, foi afirmar uma frase muito sábia dita por Bruno Vio: “O amor poético de Vinícius de Moraes é perfeito, mas na verdade amamos como Roberto Carlos, fácil, brega e divertido. O show teve um repertório inicial impecável declinando apenas na fase “amo maria rita”. Sim, após anos como fã, consegui ao lado de coroas soltar a voz gritando “SE VOCÊ PRETENDE, SABER QUEM EU SOU…” sem me preocupar de lembrar que gosto de música de caminhoneiro.
O Rei das coroas
Quem é Rei nunca perde a majestade. Pode dar uma maltratada na coroa (no sentido literal da palavra), mas continuará sempre no alto do seu trono. É claro que as coroas que o perseguem, ele continua tratando muito bem. Roberto Carlos ao vivo foi uma daquelas experiências que se tem de fazer uma fez na vida, tipo ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro (ou “ler um livro”, conforme frase ouvida por amigo no ônibus outro dia). É um espetáculo kitsch do qual não dá para fugir das tais “tantas emoções”. Até determinado ponto, porque quando descamba pra baixinha, pra velhinha e etc. não tem mais porquê. Surpresas boas – sim, ocorreram surpresas – foram não ser um show totalmente especial da Globo, mas com uma boa seleção de músicas das primeira fase do Rei, e um bom pot-pourri das músicas do RC sobre carros.Sobre o rei

12/04/2008
Sobre ser argentino III
Sobre ser argentino II
Eles têm orgulho de ser daqui, e essa faz toda a diferença. Fiquei impressionada em ver como somente o sentimento pode definir a situação de um país e ter impactos reais como em sua economia, política, vida cultural etc. Uruguaios, acordem! Amem seu país!
Sobre ser argentino I
10/04/2008
Desde Uruguai
09/04/2008
Afogado ou atirado pela janela?
“A senhora dos afogados”, história de Nélson Rodrigues em cartaz no Sesc Consolação, com direção de Antunes Filho, é um clássico da falta de pudor e caráter. Mas, dias após surgirem suspeitas de que um pai e/ou uma madrasta podem ter jogado uma criança pela janela, o fratricídio, o incesto e a noiva que vira puta têm pouco impacto sobre a platéia. Muito menos a nudez exalta ânimos já fartos de tanta sensualidade por aí. A direção ainda consegue manter um clima de tensão no ar durante o espetáculo, mas, infelizmente, já se foi o tempo em que Nélson Rodrigues chocava alguém...
08/04/2008
Lollapalooza versão 2008

Agosto está chegando...
Sai a lista das principais atrações do 12º Lollapalooza 2008:
- Radiohead
- Rage Against the Machine
- Wilco
- The Raconteurs
- Nine Inch Nails
- Kanye West
- Mark Ronson
- Cat Power
- Gnarls Barkley
- Bloc Party
- Girl Talk
- Cansei de Ser Sexy
- Battles
- The Black Keys
- Broken Social Scene
- The National
- G. Love & Special Sauce
- Sharon Jones & the Dap-Kings
- The Go! Team
- Mason Jennings
- The Gutter Twins
- Yeasayer
- Grizzly Bear
- MGMT
- Explosions in the Sky
- Brand New
- Gogol Bordello
- Stephen Malkmus & The Jicks
- Dierks Bentley
- Okkervil River
- What Made Milwaukee Famous
- Does It Offend You, Yeah?
- The Whigs
- Manchester Orchestra
- Foals
- Uffie
- The Octopus Project
- Amadou & Mariam
- Blues Traveler
- John Butler Trio
- Love and Rockets
- Flogging Molly
- Jamie Lidell
- The Kills
- Rogue Wave
- The Weakerthans
- Booka Shade
- Santogold
- Black Kids
- Butch Walker
- Mates of State
- Spank Rock
- Brazilian Girls
- Chromeo
- Duffy
- Black Lips
- Louis XIV
- Dr. Dog
- Nicole Atkins & the Sea
- Cadence Weapon
- Ferras
- De Novo Dahl
- Noah and the Whale
- Margot & the Nuclear So and So's
- K'NAAN
- Serena Ryder
- Newton Faulkner
- Your Vegas
- Eli "Paperboy" Reed & The True Loves
- Steel Train
- Bang Camaro
- The Blakes
- Tally Hall
- White Lies
- The Ting Tings
- Kid Sister
- Office
- The Cool Kids
- Magic Wands
- Bald Eagle
- Krista
- Ha Ha Tonka
- Witchcraft
- Electric Touch
- Innerpartysystem
- The Postelles
- The Parlor Mob
- We Go To 11
- Sofia Talvik
STP de volta
Antes tarde...

A ala feminina descreveu a versão do que foi uma verdadeira avalanche do metal. Tinha lido um dia antes do show no G1 uma matéria de um jornalista carioca. Amo o rio e os cariocas que conheço, porém o cidadão não manja de porra nenhuma o que é a magia de assistir numa só tacada BLACK LABEL, KORN e o príncipe das trevas, OZZY! Se não aguenta riffs disparados através de mão sangrando sem parar, fãs alucinados cantando as músicas clássicas não tem preço, ou melhor, não existe palavra para descrever tal sentimento de gratidão por estar vivo e ter oportunidade de estar em um templo que jamais se repetirá.
Valeu Korn (banda que não tenho vergonha de dizer que gosto), ao Zakk Wyeld com seu Black Label e ao Ozzy, que foi com certeza uma das pessoas que mais me influenciaram musicalmente na infância tardia.
Sem mais.
07/04/2008
Os jovens Bethânia, Paulinho e Powell
Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. A Biscoito Fino lança agora, em DVD, o filme Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. Trecho extraído do link.O filme é uma ótima oportunidade de ver Powell, Paulinho da Viola e Betânia ainda garotos, mas já gigantes da MPB. Além de ser um dos poucos registros em vídeos de Pixinguinha (ao sax) e João da Baiana. É uma espécie precária de Buena Vista brasileiro. Pior porque não consegue fazer nenhuma história, com tantas personalidades. Ruim também porque o diretor nitidamente não entendia nada dos assunto e se metia à besta, com direito até a uma palhinha dele no encerramento. Os melhores momentos do documentário são quando o samba come solto. Lembra um pouco aquele documentário Phono 73, que também tem ótimos registros, mas é muito mal feito. Saravah ficou um tempão sem ser lançado aqui.
06/04/2008
Não é uma peça
Uma peça com Olivier Anquier em um domingão não tem cara de boa coisa. Mas mesmo assim, como há um blog para alimentar todos os paradigmas devem ser quebrados, eu e o marido-rô fomos. Rolou uma vergonha alheia logo no começo... Mas depois a coisa mudou de figura. E a peça, não pode ser chamada de peça. É uma aula de panificação, isso sim. Ele ensinou a fazer pão, no melhor estilo franco-brasileiro, contando as particularidades e especificidades de se fazer um bom pão. Eu, que nunca tinha participado de workshops gastronômicos, achei bem interessante. E mais do que isso, o cara é um corajoso de encantar a crítica teatral - que não é lá das mais fáceis - e se expor a situações que várias vezes beiram o ridículo. Se gostar de pão, dá um pulo lá. Ah, mas reserve 2 horas e 30 minutos, porque o pão demora pra ficar pronto. É o ritmo da culinária, marido-rô! Boa semana, queridos leitores.Espetáculo viking
Ir ao show do Ozzy ontem foi muito mais do que ir a um show. Foi mergulhar em um universo existente que eu nunca nem suspeitei que existisse. O heavy metal é uma religião, uma filosofia, praticamente um rito xamânico. E os cantores não fazem feito e interpretam, no melhor estilo, o viking que destroça um frango com uma única mão, que bate no peito em representação a sua masculinidade. É uma espécie de homem das cavernas em meio a tanta tecnologia. Teve até guitarrista que tocou todos os seu reefs com a mão toda ensaguentada, e manchou toda a guitarra. Adorei! E para as leitoras mulheres que dizem que está faltando homem no mundo - passem a frequentar os festivais... Tudo bem que, vez em quando, um Rexonna mega master iria bem!Dando risada
Começou na última quarta-feira, no teatro Folha, o espetáculo de stand up comedy, Nocaute, com o Marcelo Mansfield - que ficou bastante conhecido pela sua participação na Terça Insana. Boa opção para dar risada no meio da semana. Mas, se você já assistiu o número do Clube da Comédia, com o Rafinha Bastos, não vá com muita espectativa. Pois o Rafinha e sua trupe dão um banho.03/04/2008
Estéticas







