Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e impedem que se fume
no nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
violam nossas baladas,
vetam nossa bebida,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
inventa um vírus em nossas casas,
rouba-nos as informações, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos o direito de escolher um remédio.
E já não podemos dizer nada.
aqui, o original, de Eduardo Alves da Costa, que não deixa de ser, da mesma forma, oportuno nos dias de hoje
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26/08/2009
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