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26/01/2011

Mundo Cão


Não tem outra maneira de definir o filme "Biutiful" de Iñarritu. MUNDO CÃO...
Mais uma vez ele destaca situações latentes na sociedade atual e coloca o dedo na ferida, pra que quiser ou não ver. Assim como fez em Babel, 21 Gramas e o mais antigo Amores Brutos.
Sem medo, ele fala mais uma vez de fluxos migratório, de dilemas familiares e da doença do século, o câncer. Mais do que isso, ele evidencia que nenhum ser humano é totalmente bom ou totalmente mal. Seus vilões se apaixonam, tem coração e solidariedade. E os bons nem sempre são tão bons assim. E o personagem principal, interpretado por Javier Barden, é a reunião de todas essas qualidades. Valeu, mas confesso que me bateu uma covardia frente a vida quando sai da sala de cinema...

11/06/2010

BFF

Ter amigos é muito bom, ter um monte de "amiga-menininha" é melhor ainda. Voltar à adolescência foi o que fizemos na última quarta-feira, 5 amigas de longa data dispensaram os respectivos e lotaram uma fileira do cinema. Só por isso, eu já AMO o Sex& The City.
O segundo filme baseado na série é uma delícia de ser visto. Roupas lindas, ótimas ideias de maquiagem e dilemas que só quem é "amiga-menininha" entende.
Além disso, passamos o filme inteiro tentando definir quem era quem no filme. Tem coisa mais teenager? Que personagem do Barrados no Baile você queria ser?
Acabei de ver na Folha, Amir Labaki dizendo que o filme é "constrangedor" - Me poupe sr. Amir, cada filme com a sua pretensão, e neste caso era entreter. Deixemos as críticas sociais para os filmes iranianos...

12/02/2010

500 dias com ela


“Na história, que abrange os quinhentos dias do título, Joseph Gordon-Levitt vive Tom, um criador de cartões comemorativos, em busca do amor de sua vida. No escritório ele conhece a bela Summer (daí o nome original intraduzível do filme, (500) Dias de Summer ou "Verão"), interpretada pela überadorável Zooey Deschanel. Os dois desenvolvem um relação, mas há um problema: ela não acredita no amor.”
Essa é a descrição do filme que conta a melhor história de amor dos últimos tempos. A história verdadeira. Sabe aquela coisa que o cara não namora com você porque ele diz que quer ficar sozinho, e um mês depois você encontra ele com a primeira baranga que apareceu? Ou seja, vida real! O filme ganha pelos diálogos, pelos figurinos e principalmente pelo karaokê deprê que eles sempre freqüentam. Vai lá, mais um filme gostoso de ver e que você gosta ainda mais quando sai do cinema. VTNZ – muito bom!

11/01/2010

Só sendo um Avatar

Filmes de grande bilheteria nem sempre são os melhores. Ou muitas vezes são os piores. Mas não é isso que acontece com Avatar, de James Cameron. Fazia tempo que eu não me apaixonava por um filme e isso aconteceu ontem. Mesmo sem ser em 3D, o filme emociona. E mais do que isso, ele faz a gente refletir, refletir sobre o que fizemos com o nosso Planeta. E pior, faz a gente cair na real de que só indo para outro Planeta e sendo um Avatar para gente entender a força da natureza e como somos dependentes dela e como somos ignorantes no trato com ela.

O filme fala de pureza, de misticismo, de amor. Quem sabe se a gente for um pouco nosso Avatar todos os dias, ainda conseguimos viver em um mundo com um pouco mais de valores e pureza. Sim, eu torço para o bem!

23/08/2009

Clint Eastwood X Marcos Caruso


A boa do final de semana foi a peça "As Pontes de Madison", com Marcos Caruso e Jussara Freira. Assim como metade das mulheres que já viram o filme, fica difícil comparar o Clint Eastwood com o Marcos Caruso, por motivos óbvios. Mas dispa-se do preconceito e vá ao Renaissance. A peça é linda e eu sou cada vez mais fã do Caruso. Isso sim é ser ator! Veja a carta que ele escreveu ao Merten, crítico do Estado, que também sofria do preconceito

Tentei mas não consegui fazer o comentário no próprio blog, portanto peço perdão por invadir teu e-mail. Pela profunda admiração que tenho pelo teu trabalho apenas escrevo para uma correção: quando vc diz "... Marcos Caruso no papel de Clint Eastwood" não teria talvez querido dizer "Marcos Caruso no papel de Robert Kincaid, papel também interpretado por Clint Eastwood"? Não me refiro ao teu "alimentar o preconceito" mas escrevo para que haja um correto entendimento do meu trabalho na montagem teatral de AS PONTES DE MADISON. Não acredito que vc seja daqueles que acham que um único ator imortaliza um personagem. Se assim fosse, coitados dos Hamlets, Kowalskis e outros Coringas (incluindo o que depois de morto foi premiado, a despeito da elogiada interpretação anterior de Jack Nickolson). Aproveito a tua "vontade danada de rever as Pontes..." para te convidar para o Teatro Renaissance. Grande abraço, Marcos Caruso