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16/06/2010

Comer, Rezar, Amar

Uma das melhores coisas de estar de férias é devorar um livro em pouco dias. Foi assim com Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert. Em poucos dias liquidei toda a história da norte-americana que virou best-seller com mais de 4 milhões de exemplares vendidos.
Falar que o livro mudou minha vida seria too much, mas é uma boa maneira de entretenimento e provoca reflexões sim. O classificaria como um Sex& The City para mulheres pouco consumistas.
Vale a leitura para lembrarmos que quem cuida da gente é a gente mesmo.
By the way - teremos o filme acredito que no segundo semestre. Aqui o trailer com Julia Roberts e Javier Barden... apetitoso!

24/05/2010

Da minha alma

A minha autora favorita, da vida, é a peruana pero muy chilena, Isabel Allende. Já li quase todos os seus livros e acompanho de perto a sua vida. Qual não foi a minha alegria ao saber que ela é uma das confirmadas para a Flip, feira de literatura em Paraty que vai acontecer entre os dias 04 e 08 de agosto. Agora é rezar para ser no sabadão.
Dessa eu vou ser tiete e correr atrás de um autógrafo. Se você ainda não a conhece leia "A Soma dos Dias" que conta a sua história e "Inês da Minha Alma" que mostra o tipo de literatura que ela domina.
Para os estudantes de espanhol é ótimo lê-la no idioma local. Lindo!

17/08/2009

Tijolão

De tempos em tempos eu caso com um livro. Escolho um daqueles "tijolões" que todo mundo quer ler, mas sempre falta dedicação. Confesso que não consigo me apreender apenas a eles por um tempo. Vou lendo-os em paralelo com outros menores, até para arejar as ideias (o VTNZ repudia, mas acata o novo acordo ortográfico). No ano passado, casei com a baleia Moby Dick, vivendo-o quase em tempo real com os meses de caça do Capitão Ahab. Neste ano, a escolha foi o não menos clássico A fogueira das vaidades, de Tom Wolfe. São mais de 900 páginas do retrato mais fiel imaginável da cidade de Nova York, embora ficcional. Ok, difícil resumir algo no espaço de um post (e ainda bem que ainda não cheguei no twitter), mas o livro trata não apenas de NY, mas de maneira geral das relações sociais e, principalmente, de como se misturam vidas pessoais e profissionais na mesma pessoa de maneira tão inseparáveis. Claro, também tem mortes, mentiras, traições e tudo mais que seja exigível de um grande romance, mas é na capacidade de descrever cada pensamento de diálogos curtos ou até mesmo olhares que Wolfe consegue mostrar a própria superficialidade e idiotice da cabeça humana. O livro foi ao cinema, em filme que não vi, mas predito de maneira desastrosa por Paulo Francis em seu prefácio da edição em português - uma pérola à parte. O livro foi ainda mais prazeroso a mim por misturar aspectos do mercado financeiro e do mundo jornalístico, com os quais convivo diariamente. Bom, se chegou até o fim do post, merece uma conclusão final e lá vai: o livro está certamente entre os 10 melhores que já li e recomendo a qualquer um que queira diversão e reflexão por um bom tempo.

18/03/2008

Se sei pela TV, nada sei

Por um desses acasos irônicos que acontecem na nossa vida, outro dia eu - que praticamente não vejo televisão - ganhei o livro "Tudo que sei aprendi na TV", de Mark Rowlands, que acaba de ser lançado por aqui. Depois de ficar encostado umas duas semanas na cabeceira, resolvi fuçá-lo. A idéia é relacionar teorias filosóficas consagradas com personagens de seriados de tv. Fui ler o único que eu poderia compreender: Os Simpsons. Em resumo, o autor explica porque Homer é hedonista; Marge é estoicista; Lisa é quase uma übermulher, no sentido de Nietzsche; mas não faz paralelos profundos sobre o niilismo e Bart. O livro pode até ser interessante para se compreender em casos "práticos" algumas teorias filosóficas, mas não merece o tempo perdido numa noite de insônia, nem a grana gasta, se for comprar. Ainda não será desta vez que a TV ensinará algo de valor aos seus fiéis. Em tempo, os outros seriados tratados por Rowlands são Seinfield, Friends, Buffy, 24 horas, sex and the city, Família Soprano e Frasier (quem?).