16/10/2007

O Grande Chefe

Esse é o nome da comédia do Lars Von Trier que parte do casal, junto com a colaboradora Patty, assistiram ontem. Opiniões divergem. Aqui vai a minha:
Achei o roteiro muito bom (fico me perguntando porque a TV Brasileira não se dedica a projetos como esses, tão simples e inteligentes). Gostei da maneira que foi filmado - eu adoro filmes que o diretor conta o que está fazendo. E o Lars (íntimo...) faz isso o tempo todo. Ele já diz logo no começo que o filme não é nada mais do que o espectador vai assistir. A história? "Para evitar o ódio de seus funcionários ao tomar medidas impopulares em sua empresa de informática, o inescrupuloso Ravn inventa um superior, que lhe daria ordens por telefone, dos EUA. Porém, quando ele decide vender a firma para um rico empresário islandês, precisa de alguém que finja ser o suposto dono do local. É quando Ravn contrata o ator Kristoffer para ser O Grande Chefe." O ritmo? Bem, cinema dinamarquês... expliquei? Abaixo ao mesmismo, vai lá!

Irmãos

ou não?
Outro dia, os dois apareceram na minha TV...

Música legal

Quer baixar música legal? A Transamérica acaba de lançar, em parceria com a iMusica, o Mercado da Música. São mais de 500 mil músicas disponíveis, além de material produzido pela rádio. O iMusica tem tecnologia de proteção de direitos que impede as cópias. A idéia é boa, o material, a princípio, ruim - o portal é total pop, estilo Transamérica. Mas dá para encontrar coisas boas na área de busca, o que não limita o site a um portal legal só no sentido jurídico.

cyriak's animation mix

Indicação de Popeye e Beto.

Pílulas de indecisão - II

Quando chegamos a Baños [No Equador], ao entardecer, corri para o banheiro dos HOMBRES na estação de ônibus e fiquei em pé mijando, com fantástica potência, dentro do urinol fedorento. Me fez muito bem libertar o doloroso conteúdo de minha bexiga. E enquanto minha dor dava lugar a uma felicidade parcial, pensei no quanto eu adorava mijar, e também espirrar, cagar, remover cera dos ouvidos ou tatu do nariz, ejacular e cuspir, e até mesmo vomitar, quando enjoado - qualquer coisa nessa linha. Podia ser que eu jamais fosse me tornar uma pessoa sábia ou decidida, mas pelo menos eu tinha à minha frente uma vida inteira de excreções e outras remoções, e diante da perspectiva de tanto prazer sem custo, moralmente neutro e fartamente disponível, como poderia lastimar minha vida nojenta sobre a Terra? Sou o veneno que há dentro de mim, pensei, e adoro me livrar dele! (pág 128)

15/10/2007

Sigam-me os bons

Por Patty Ewald

Pois é. Raul Cortez, Ronald Golias, Nair Belo e agora Paulo Autran. Pessoas que – com o perdão do lugar-comum – marcaram uma época. Sorte de quem pode assisti-lo na peça O Avarento ou em qualquer outra das mais de 85 em que ele atuou, eu por muitas vezes planejei, ensaiei, mas não fui. No cinema seu último trabalho foi no ótimo filme O Dia Em Que Meus Pais Saíram de Férias, um papel pequeno, pois sempre disse que gostava mesmo era de teatro, declarava tranquilamente que sua programação para a televisão era “não fazer televisão”. Não conheci muito sua carreira, mas era claro o papel relevante que ele teve como ator. Aproveitando o gancho do post mais abaixo sobre futuro e indecisões, me lembro que cheguei a dizer, “ele vai morrer e eu vou acabar não o vendo no teatro”, de fato. Tempo para assistir foi o que não faltou. Fica o velho e bom raciocínio de evitar deixar certas coisas para amanhã, já que o amanhã... bom, vocês sabem.

14/10/2007

Jazz on demand

Vinicius Mesquita, editor da revista Jazz + e um dos maiores especialistas do Brasil, acaba de assumir e retomar o programa UOL that jazz!, que esteve cerca de um ano e meio parado, quando saiu do portal o antigo apresentador, Rodrigo Barradas. Um novo programa deverá estar no ar em forma de podcast todo domingo. Este de renascimento tem uma seqüência boa que mescla sons mais tradicionais do jazz, como Wayne Shorter, e experimentais, como Tortoise. Vale a pena deixar como trilha sonora de trabalho ou mesmo em casa.

Casa Vazia





Para quem viu o filme de Kim-Ki Duk, esta escultura diz muito. Para quem não assistiu, vale a pena procurá-lo (já postamos o filme). De um forma ou de outra, esta obra é bastante sentimental. Foi vista por mim lá no Centre Pompidou, em Paris, mas resgatada em fotos pela querida Vanessa, que foi um pouco depois.

11/10/2007

Is evolution, baby...

Faz um tempo que um grande amigo do blog (leandro leme) indicou um site que achei sensacional. Todos sabem o quanto gosto de Pearl Jam, quer dizer, os integrantes do blog (esposa e sócio) e por saber da informação, o cidadão citado passou um link de site que possibilita escutar ao longo da carreira da banda, os shows em alta ou baixa qualidade. Todos os áudios desde o início da carreira.
Bem, que foi ao show do pacaembú no dia 02.12.05, é só entrar e relembrar.

zééééééééé, cachaça hj sem falta.

Radio Head


A primeira descoberta foi de uma ótima rádio de internet sem propaganda. A segunda, foi de um novo conceito comercial interessante. Tô falando da Radio Paradise, uma rádio que não é só sem comerciais, mas anti-comerciais. Eles são bancados pela audiência, que pode pagar o quanto quiser via cartão de crédito (no espírito do novo CD do Radiohead). E você ouve a rádio como quiser (mp3 player, real, media player, etc.) Dizem eles: We feel that quality radio programming and advertising just cannot co-exist. We also choose to refrain from forcibly extracting money from you by charging subscription fees. We leave it up to you to decide what our service is worth to you. Clica aqui para ter uma idéia do que toca por lá.

10/10/2007

Forró pós-graduado


Imagine David Byrne tocando e cantando Asa Branca. Isso rolou. Os autores da saga foram os componentes do Forro in the Dark (assim, sem acento pra gringo ver mesmo). A idéia do grupo é fazer um forró moderno, com elementos eletrônicos. Não sou dos mais entusiastas do tipo de som, mas o resultado é ótimo. Melhor do que aquela outra onda do forró universitário. Ao que parece pelo site, esse pessoal tem feito muitos shows lá fora. Eles se identificam como um grupo de NY no MySpace. Tocaram já, além de Byrne, com Seu Jorge e Bebel Gilberto. Vale a pena ouvir, além de Asa Branca, o outro clássico de Luis Gonzaga, Riacho do Navio, no MySpace

Pílulas de indecisão - I

"As pessoas sempre se movem de maneira tão despreocupada em direção ao futuro, um pé depois do outro, que é como se já houvessem estado lá e gostado o suficiente para querer mais um pouco e voltar. Somente a total segurança delas me permite seguir o mesmo caminho sem demasiado terror. Ainda assim, às vezes - como quando você lê no [New York] Times sobre certos acontecimentos estranhos e ruins, como o do cara que escutou um som estranho fora da casa de sua irmã, saiu para averiguar e caiu dentro de uma velha mina de calcário abandonada, recém-desmoronada, de onde seu corpo nunca foi retirado - você se dá conta de como o futuro é um lugar onde ninguém jamais esteve e de onde não se pode retornar." (pág 111)

Abaixo a dúvida

Indecisão, de Benjamin Kunkel, é um livro contemporâneo, que trata de angústias e crises que vivem jovens no mundo atual. Ele retrata a história de Dwight Wilmerding, um profissional recém-formado com seu emprego insatisfatório que entra em contato com uma pilúla que acabaria, em tese, com qualquer dúvida que venha a ter. É um elixir contra os males da multiplicação de alternativas que presenciamos. A pílula é como um anulador do ego, fazendo com que as pulsões mais íntimas do protagonista sejam trazidas à realidade. Dessa forma, ele deixa Nova York e vai para na selva amazônica em busca de um amor. Apesar disso, o livro não é nada romântico, para não dizer trágico. É uma espécie de Alice no país das maravilhas adulto, no sentido em que ele, apesar de livre da abulia (doença que causaria a indecisão crônica que ataca todos), ele fica preso a um mundo sem limites, do qual não consegue sair. A partir de hoje, quero colocar aqui alguns trechos que achei representativos do livro e que tocam na nossa vida de jovens no mundo atual.

09/10/2007

Arcade Fire.


Excelente oportunidade de conhecer o mais novo trabalho da banda "Neon Bible".

The Flying Club Cup











Este é novo CD do ótimo Beirut, grupo chá-com-pão com classe. Neste site, dá para ouvir alguns sons do álbum a ser lançado.

Vale a visita

A Ilustrada, da Folha, lancou há pouco tempo o blog Ilustrada no pop, que já conta com bons textos sobre Dandy Warhols, um novo MySpace e Montage. Eles acabam de postar também que, no festival Planeta Terra, CSS vai tocar no mesmo horário que Lily Allen, entre outras escolhas que teremos de fazer.

08/10/2007

Viva o documentário!

Sempre disse que curto documentários exatamente porque são um tiro no escuro. A experiência do fim de semana foi emblemática disso. Quem diria que um filme sobre a cidade de São Paulo poderia ser tão ruim e um filme sobre um mordomo (que não mata ninguém) seria uma experiência tão bacana?

Erramos!

Pois é, um veículo crítico, tido a inteligente e que se mete a indicar as coisas antes de ver também erra. Isso aconteceu na semana passada, quando falamos que seria interessante assistir ao documentário Bem-vindo a São Paulo. Ledo engano. Vimos o filme, que é uma compilação de vários curtas que parecem praticamente iguais, e não gostamos. A idéia (fraca) é de Leon Cakoff, organizador da Mostra de SP – que está para começar e logo falaremos melhor sobre isso. É um filme antigo, feito para receber Abbas Kiarostami, o grande diretor iraniano, quando veio para cá há alguns anos. O filme é extremamente cansativo e monótono (dormi em um curta). Sem falar que foi todo rodado em câmeras digitais, que me cansam muito na telona. Perderam oportunidades de explorar diversas imagens interessantes da cidade de São Paulo (talvez com exceção do último vídeo). A cidade é muito mais do que aquilo.

3's & 7's

Queens of the Stone Age

O meu avô

Nunca falei do meu avô por aqui. Ele era uma pessoa notável, “o cara”. Ele poderia ter a história de qualquer imigrante italiano. Veio no meio da segunda guerra pra cá, sem nenhum dinheiro, trabalhou, lutou e morreu sendo mais brasileiro do que nunca. Vendo filme do Santiago ontem, me lembrei muito dele. Meu avô adorava ter uma nova mania, ele colecionou selos, fez um livro sobre música clássica, fez a árvore genealógica da família, compilou ditados populares, guardou quadrinhos engraçados, era um ótimo contado de piadas, nem sempre tão engraçadas, e sabia tudo das dinastias européias e até arriscava informações do oriente. O Santiago também foi assim, impressionante as 30 mil páginas que escreveu relatando os dramas e vidas de mais de 500 anos de nobrezas e dinastias de todo o mundo. Saudades do vô. A foto é de Ubatuba, atual casa dele!

Aula de cinema

O filme Santiago do João Moreira Salles é uma aula de cinema. Uma aula do que não se deve fazer no cinema. Erros tão primários e exibidos de maneira tão clara. Para aqueles que gostam de cinema e ficam curiosos em saber como as imagens são pensadas, captadas, iluminadas, decididas, enfim, dirigidas imperdível. Isso para não falar do personagem, que merece um post a parte. Veja acima.

Movimento estranho

Satisfiz minha vontade e fui duas vezes ao cinema neste final de semana. E a falta de pessoas nas salas me preocupou. As últimas sessões não costumam ter fila, mas sempre estão cheias. Não foi o que aconteceu, salas às moscas. Será o preço? Será a internet? Será a qualidade dos filmes? Me diga, caro leitor, me diga!

Som do bom

Por Patty Ewald

Todo mundo sabe; mesmo que seja seu artista preferido, não é tão fácil um cd alcançar a unanimidade... Sempre há uma música que não é legal. Pois então, resolvi escutar o último cd da britânica Amy Winehouse, Back to Black (2006) e sim, ele conseguiu. Com extremas influências de música black – já diz o título – o cd é muito agradável de escutar, com batidas de soul, jazz e R&B, destaque para a faixa Tears Dry on Their Own. Esse é o segundo álbum dela, o primeiro, Frank (2003), quase não teve repercussão aqui no Brasil, ou melhor, não teve. Deste eu não escutei todas as músicas, mas parece ser muito bom também, neste destaco a música Help Yourself.
Já estou rezando para que a mania do Feat-um-rapper-qualquer não a pegue demais, escapar eu sei que não dá...

07/10/2007

Quer pagar quanto?

Não, isso não é comercial das Casas Bahia, mas sim a proposta do Radiohead em seu novo disco "In Rainbows". O fã decide quanto quer pagar para ter as versões das músicas em MP3. É sinal de que os paradigmas estão mudando e os músicos buscando alternativas para encher os bolsos de verdinhas.

Uma delas é não descansar no segundo semestre - depois dos shows de verão no hemisfério norte - e vir a países que ficam abaixo da linha do Equador! A gente adora (veja abaixo alguns dos shows que vão rolar), já o gerente do banco... ai ai ai


Em tempo: os artistas que já entenderam o X da questão têm ainda uma vantagem competitiva - eles estão na boca dos apreciadores de som e assim consolidando ainda mais a sua reputação. Sacou? Não? Assim. Você fica com uma imagem muito mais positiva de uma banda que tem uma atitude dessas do que aquele cara rico-rico-rico que não faz a mínima questão de entrar na nova era musical e prefere ficar reclamando... Time to move, babe...

05/10/2007

Beatles + Sérgio Reis

SUPERCORDAS: Um som caipira psicodélico.
Ouça e vejas as fotos no MySpace para entender.
Eles estarão no festival do Terra.

Quer encontrar com a gente?

Anota aí onde estaremos.

Dia 27/10 – comemorando com o zé por aí
Dia 28/10 – no TIM Festival assistindo:
- Spank Rock
- Hot Chip
- Björk
- Juliette and the Licks
- Arctic Monkeys
- The Killers
(nessa ordem!)
Dia 7/11 – no Chemical Brothers
Dia 10/11 – no Planeta Terra Festival assistindo:
- Devo
- Lily Allen
- Datarock
- Kasabian
- The Rapture
- Supercordas
- CSS (não gosto…)
E outras atrações, a confirmar

Ah, acho que dia 11 tem LCD SoundSystem, mas ainda não descobrimos onde vende...

Hoje é dia de mobilização!

Nesta sexta vencem várias concessões de rádio e TV e o coletivo Intervozes começa uma campanha para conscientizar os brasileiros de que, apesar das empresas privadas envolvidas, os direitos aos canais abertos de televisão e às redes de rádio são do povo. Luta-se pelo fim das renovações automáticas e pela apuração de irregularidades das licenças. Aqui, a pauta de reivindicações toda.

Final de semana chegou, vamos rir


Agora é a vez de Céu


Essa menina rondou minha adolescência. Tenho certeza que encontrei com ela em muitas festinhas de Oswald, Vera e Santa Cruz. Quem mora na zona oeste de São Paulo há mais de 15 anos sabe bem do que eu to falando. Fico feliz de ver que movimentos estudantis geraram frutos e ela está aí, fazendo sucesso mundialmente e com música de qualidade. O que é o mais importante. Viva a música de menininhas! O som é “10 Contados”, apresentado no Centro Cultural São Paulo. Bom!

Mais, mais, mais --- menos, menos, menos

Mesmo com o afastamento dos cinemas, hoje, vendo o Guia da Folha vejo que ainda tem muito filme antigo em cartaz. Isso é bom ou ruim? Imposição de distribuidoras ou sucesso de bilheterias? Mistérios do empreendendorismo cultural.

Homenagem

Ser casada não é simplesmente ter dois maridos. Quando a gente é casada, ainda mais com dois caras tão bacanas, temos que alimentar vícios que nem sempre concordamos inteiramente. Apoio a cachaça dos maridos, a Canelinha e a Skol estão sempre geladas esperando por eles. Mas os agrados não param por aí.


Conto em primeira mão o lançamento do documentário “Metal – Uma jornada pelo mundo do heavy metal” que conta a trajetória desse estilo musical definido pelo crítico da Folha como: “muito mais sólido do que muita coisa no pop, pelo simples fato de ser mais uma ferramenta de auto-afirmacao individual do que um simples entretenimento para dançar e beijar na boca.” Heavy metal is life, não é isso, meninos?

Cinema-cinema-cinema

Ir ao cinema é um dos meus programas favoritos. Gosto de ir sozinha no meio da tarde e curtir o silêncio absoluto da sala, só atrapalhado pelo maquinista e o bilheteiro. Também gosto de ir no cinema com meus pais, me dá uma sensação de deja vu, quando eles me levavam para ver os lançamentos dos Trapalhões. Adoro ir com a galera, e completar quase uma fileira. Cada vez mais raro, mas essa sensação me lembra meus 13 anos, lançamento do Jurassic Park no Iguatemi. Almoçamos no Mc Donald’s, ficamos 2 horas na fila para assistir o filme com a galera da escola. Todo mundo tem uma boa história de cinema e de um belo filme. A pedida desse final de semana é “Bem-vindo a São Paulo” – veja no trailer o documentário que mostra a visão da nossa cidade por 18 diretores, nacionais e estrangeiros. Parece ser uma bela maneira de ver a querida selva de pedra poluída e agressiva... Por que insistimos em ficar por aqui?

Tem dias...


Que mesmo que o sol esteja azul, você só enxerga cinza
Que mesmo que as pessoas sejam gentis com você, você é mal educado
Que o trânsito está parado, e você fica extremamente irritado

Também tem aquele dias que...
O céu está cinza e você vê azul
Que as pessoas são mal educadas e você as retribui com um belo sorriso
Que o trânsito está parado e você aproveita pra ouvir e cantar bem alto a música que toque no rádio

Sim, assim foi minha semana.
Mas hoje já é sexta-feira
Zé, não gosto de te abandonar assim...

Arte, rock e história

Uma exposição em Chicago tem mais de cem quadros, desenhos, vídeos, filmes e exemplos de 'installation art' que demonstram as ligações irreverentes entre artistas e roqueiros, segundo o NY Times. É a Sympathy for the Devil: Art and Rock and Roll. Aqui há a matéria completa do Times e aqui a traduzida do UOL, para quem assina.

04/10/2007

Fã agradecido

Qualquer fã adora ver a evolução de seus artistas favoritos. Esse foi o presente que os colegas do blog recentemente me deram: The Who: Who’s better, who’s best. Um DVD que mostra praticamente toda a trajetória de uma das melhores bandas do mundo até 1988 – o que deixa de lado o nem tão empolgante último cd. É uma série de vídeos e clips que mostram Pete Townshend, Roger Daltrey e cia desde os primeiros passos. Vê-se a dupla quase sem barba começando com os primeiros hits, Townshend destruindo algumas guitarras e Daltrey pirando no visual hippie psicodélico. O DVD tem os maiores clássicos e a interessante ferramenta jukebox, em que você pode escolher a seqüência das músicas e vídeos. The Who é uma daquelas raridades que combina um excepcional desempenho musical com letras também inteligentes, como My Generation e Won’t get fooled again.

Parênteses rápido para a divulgação daquele que é considerado por muitos o melhor show de todos os tempos. THe Who Live at Leeds é uma piração de quase duas horas que compõe um CD duplo que traz manuscritos de Townshend e fotos do show. O disco 2 é a apresentação completa da ópera-rock Tommy, a história daquele garoto cego-surdo-mudo que é fera no pinball.
Eu tenho, mas não empresto.

Bodas de prata

Para celebrar 25 anos de carreira, duas das principais bandas de rock brasileiro se uniram para uma turnê "25 anos de rock". Titãs e Paralamas darão um ponta pé no dia 06.10 em Sorocaba passando em SP dia 24.11. Para os interessados, reza que participarão do show aqui em SP o cantor Arnaldo Antunes, Marcelo Camelo e o guitarrista Andreas Kisser.

03/10/2007

Tropa de elite, osso duro de roer…


Não vou prolongar, pois o post abaixo traduz com a mesma intensidade que o filme foi pra mim. No começo soltei um “Pulp fiction abrasileirado”, e honestamente não sei se tem a grandeza do filme do Tarantino. Mas com certeza um dos melhores filmes nacionais que assisti. Por sua dinâmica e tema abordado, é um excelente filme para todos parar e pensar. A pergunta que fica é: “porque ainda tem dono de morro?”
Apesar de ser avesso a forma da comercialização de produtos piratas, na minha opnião e de muitos outros, foi provado que o filme “Tropa de elite” deve ter sido o maior case de marketing de guerrilha em nosso querido país!

uma das trilhas do filme.

02/10/2007

Tropa I

Antes de tudo, assumimos desta vez o compromisso de pagar pelo ingresso quando o filme for lançado oficialmente. Quero ressaltar principalmente os elementos técnicos do filme “Tropa de Elite”, de José Padilha, certo de que os cônjuges representarão a emoção que o filme transmite. Ele não é nada óbvio, desse ponto-de-vista. Começa que é uma história baseada em fatos reais, mas sem personagens reais. Algo entre o documentário e a pura ficção. Quem assiste ao filme, tem a impressão de sempre ser um personagem a mais ou um olhar meio que escondido do fato, conseqüência da habilidade de Padilha em montar seus planos. Há um quê de câmera escondida. O filme é dividido em capítulos, que se relacionam. Algo ousado, mas bem resolvido. Os cortes também são bem feitos. A seqüência do treinamento é sensacional. O filme empolga do começo ao fim, tanto que ficamos relutando (rapidamente, é verdade) a buscar uma cerveja enquanto víamos o filme. Críticas podem ser feitas à abordagem moral: será mesmo o usuário o maior responsável por essa violência toda, como sugere o filme? Mas não há como negar que a história é montada de forma inteligente, como Padilha já o fizera no também ótimo “ônibus 174”, em que conta não apenas a história do assassino, mas principalmente como ele foi criado. Aliás, lembrei que o “ônibus 174” tinha muitas entrevistas com pessoas do Bope, até mesmo um que lembraria muito o capitão Nascimento, tanto fisicamente, quanto psicologicamente. Muito provável que tenha sido o inspirador. O filme estréia já sexta.

01/10/2007

Meu primeiro K7

A música sempre suscita em nós um sentimento, uma memória, um lugar... Assistir ao show do Toquinho foi como atravessar uma passagem direto para a os primeiros momentos da infância, quando eu começava a entender o que acontecia ao redor. Sobre um mar de histórias e acontecimentos da fase infantil, via um barco a vela branco navegando. Toquinho acompanhou-me por diversos momentos coloridos de minha vida, tal qual seu caderno, que, de alguma forma, ainda está presente no meu dia-a-dia. Hoje posso perceber o quanto ele estava certo ao dizer que: “o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar” Ele é a primeira referência musical da minha vida, tanto por suas músicas infantis, quanto por aquelas compostas ao lado de Vinicius, com tão pouca infantilidade. Não tenho avaliação mais objetiva do show. Não consigo. Foi pura exaltação de tempos bons que ficaram no passado, mas não em um canto qualquer.