17/02/2010

A vila


Fita Branca é um filme para entender o nazismo alemão, apesar de se passar antes até da 1ª. Guerra. É um filme artístico, talvez pesado demais para os corações mais sentimentais, mas carregado de elementos que fazem um bom filme. As luzes e as câmeras, que passam longos minutos paradas, dão ao telespectador uma sensação de grande proximidade da vila onde as tragédias acontecem. São, principalmente, agressões físicas a crianças. Mas, em vez de facilmente se deixar levar pelos apelos emocionais do tema, o diretor Michael Haneke mantém um clima de suspense que –sem querer contar o final – subverte essa visão das crianças como vítimas no fim. O filme deve ganhar o Oscar de melhor estrangeiro. Mais sobre ele, aqui.

12/02/2010

500 dias com ela


“Na história, que abrange os quinhentos dias do título, Joseph Gordon-Levitt vive Tom, um criador de cartões comemorativos, em busca do amor de sua vida. No escritório ele conhece a bela Summer (daí o nome original intraduzível do filme, (500) Dias de Summer ou "Verão"), interpretada pela überadorável Zooey Deschanel. Os dois desenvolvem um relação, mas há um problema: ela não acredita no amor.”
Essa é a descrição do filme que conta a melhor história de amor dos últimos tempos. A história verdadeira. Sabe aquela coisa que o cara não namora com você porque ele diz que quer ficar sozinho, e um mês depois você encontra ele com a primeira baranga que apareceu? Ou seja, vida real! O filme ganha pelos diálogos, pelos figurinos e principalmente pelo karaokê deprê que eles sempre freqüentam. Vai lá, mais um filme gostoso de ver e que você gosta ainda mais quando sai do cinema. VTNZ – muito bom!

09/02/2010

Is this it?


O musical do Michael Jackson que tanto tempo ficou no ar nos cinemas é muito melhor do que o pintaram. O filme é incrível, o legítimo show do Michael, quase com o figurino completo. Eu não tinha noção de que o show estava tão pronto assim, estava todo mundo ensaiado, coreografado e quase que maquiado. No documentário dá para ver perfeitamente o talento e o profissionalismo do astro. Em uma cena do filme ele tem que esperar uma “deixa” para começar a cantar e quando o diretor pergunta – Michael, você quer que seja qual "deixa"? Ele responde – Não precisa de deixa, eu sinto a hora de começar a cantar. E nem preciso dizer que ele acerta e entra na hora certa e no tom. A sensibilidade dele com os dançarinos, com os arranjos, com as performances é incrível. Uma pena para o mundo da fama. A dica do VTNZ vale – alugue o DVD, baixe na internet, se vira. O show do rei merece! Avaliação VTNZ – muito bom!

08/02/2010

Será? O VTNZ vai abaixo

Rondam boatos de que David Bowie passa pelo Brasil esse ano... Se assim o for, cometerei um crime e pela primeira vez comprarei uma pista VIP!

Invictus


Eu adoro o Nelson Mandela, tenho até um pôster dele na minha casa. Admiro pessoas que acima de tudo gostam de viver. E ele só pode ser um desses. Depois de 27 anos na prisão, o homem governa um país absolutamente segregado com uma calma e uma sabedoria que poucas pessoas têm. Tudo isso para dizer que ontem foi o dia de ver o filme “Invictus” – fazendo parte do roteiro pré-Oscar. E a história é linda. Morgan Freeman está impecável, e Matt Damon faz muito bem o papel do branco sul-africano.

Além das frases de Mandela, ou Mandiba como ele é chamado em sua língua de origem, o filme explora muito a força que o esporte tem para unir os povos. E olha que nem estamos falando de futebol e sim de rugby (que é um dos jogos mais grotescos que eu já vi). Em alguns momentos pensei que Clint Eastwood pesou a mão no“melodrama”, mas tudo justifica levando em conta a ótima história que ele tem pra contar. Avaliação VTNZ – muito bom!

26/01/2010

Esquenta!

Sábado começa oficialmente o ano com os shows grande, sendo que eu não levo a sério o projeto do rock in rio da bahia chamado de "Festival de verão". Metallica toca por aqui no sábado e domingo próximo (30 e 31).

Zé, e lá vamos nós!

23/01/2010

A bomba A


Tomiko Matsumoto
Testemunho feito a mim hoje, transcrito na íntegra.

Eu tinha 13 anos naquela data. Eu estava a 1,4 km do epicentro. Estava chegando na escola. Mas antes de contar o que aconteceu naquele dia 6 de agosto de 1945, eu vou contar um pouco como era a vida no Japão durante a guerra. A quantidade de arroz era cada vez mais reduzida. O governo distribuía às famílias cupons, que poderiam ser trocados por arroz. Também a roupa era dada por esses carnês. Até a roupa íntima. Por causa da falta de comida, até plantávamos arroz no pátio da escola.

Nós íamos à escola, mas não havia mais aulas nem fins de semana de folga. Nós fazíamos treinamentos de guerra e também ajudávamos a demolir casas e reconstruir abrigos. Faziam isso tanto as crianças do primário como do ginásio. Era um trabalho muito pesado. Até então, Hiroshima não tinha recebido nenhum ataque aéreo durante a guerra. Todas as outras grandes cidades do Japão tinham sido bombardeadas. Como a cidade sempre teve uma base militar e o porto foi local de partida da marinha, pensávamos que a presença deles protegia a cidade.

No dia 6 de agosto, eu terminei de me aprontar para o colégio e estava saindo de casa. Eu morava a cerca de 600 metros da ponte em forma de T (local onde a bomba deveria ser jogada). Todos os dias eu passava por aquela ponte para ir à escola. Na época, quem era mais saudável, não podia pegar ônibus ou metrô. Tinha de ir a pé. Naquele dia eu estava atrasada para encontrar meus outros 319 colegas na escola. Às 8h15, exatamente quando eu lá cheguei, eu passava ao lado do grupo, que estava com o professor, e aconteceu uma grande iluminação. Eu tive a impressão de que o Sol caía sobre nós. Depois veio um vento muito forte.

Fiquei debaixo dos escombros da escola. Quando eu consegui sair dali, estava tudo escuro. Eu não achava ninguém. Eu fiquei bastante apreensiva porque não achava minhas colegas. Para todas as direções que eu olhava, eu via focos de incêndio.

Eu decidi sair rapidamente pelo portão da escola. As casas ao lado que antes existiam enfileiradas estavam destroçadas. Eu não via ninguém e não sabia para que lado ir. Então pensei em ir para a montanha Hidiana, porque sabia que lá havia abrigos antiaéreos.

No caminho, sob os escombros ao meu redor, eu ouvia vários tipos de vozes. Eu ouvia: “socorro”, gemidos, crianças chorando. Consegui chegar à ponte Tsurumi. Quando cheguei lá, o céu ficou mais claro e eu consegui ver alguma coisa. Havia pessoas nuas, com a pele descascando, o rosto inchado. Não se percebia se eram homens ou mulheres. Aí eu pensei em ver como eu estava.

Coloquei a mão na minha cabeça e senti meu cabelo cheio de cacos. Desci a mão para o meu pescoço e parecia que um pedaço da minha pele caíra. Nas pontas dos meus dedos parecia estar toda a pele das minhas mãos. Como recebi a radiação de costas, parecia que havia uma grande pelanca na parte de trás. As minhas roupas eram como trapos. Nisso eu me agachei, com medo de ser queimada pelo fogo que estava em toda parte.

Vi muitas pessoas pulando no rio. Com a luz, o Sol começava a queimar a pele das pessoas. Eu pensei em saltar também no rio, mas era muito alto onde eu estava. Continuei andando pela ponte. As pessoas que passavam por mim pareciam um grupo de monstros. No rio, eram muitos os corpos levados pela correnteza.

Vendo tudo isso, resolvi que ia continuar até subir à montanha, onde havia buracos de refúgio. Entrei em um e lá dentro era um inferno. Gemidos e gritos por todos os lados. Vi uma pessoa que tentava colocar o olho de volta no lugar. Havia gente também com as tripas de fora. Ninguém sabia ainda o que tinha ocorrido.

Depois da hora do almoço, finalmente chegou um trator militar. Eu consegui entrar nele e fui para Fuchucho, que é bem longe. Nesse local, encontrei cinco colegas e um professor da minha escola. As minhas colegas estavam com os rostos manchados e não enxergavam. Eu as reconheci apenas pela voz. Lá deitávamos sobre colchonetes de palha. Uma amiga minha gemia sem parar e faleceu ao meu lado. Transportaram-na sobre o colchão até o pátio, onde havia uma montanha de corpos mortos.

No fim do dia, eu recebi um tratamento. Mas como não há remédio para o que tínhamos, eles simplesmente colocavam óleo de soja sobre as queimaduras. Nos dias seguintes, as quatro outras colegas e o professor morreram. Eu sempre chorava. E depois de algum dia, o quarto onde eu estava ficou muito desagradável.

Havia muitos insetos onde eu estava. Eles colocavam ovos sobre as queimaduras. Depois esses ovos viram uns vermes que ficam andando pelo seu corpo. Eu tinha muita febre. Mas depois de vários dias, alguém do meu bairro veio e cuidou de mim. Tirou os vermes do meu corpo. Essa pessoa disse que era impossível retornar a Hiroshima. Aí eu pensei em minha família. Mas eu não podia fazer nada.

Minha avó estava no interior. Era bem longe, mas essa pessoa do meu bairro me levou até lá. Lá encontrei uma tia, minha vó e muitos outros refugiados. Não havia mais gaze para todos. A minha avó raspava pepino e colocava esse caldo sobre as queimaduras. Um dia, depois de eu perguntar, minha avó me trouxe uma caixa onde estavam os ossos de minha mãe e do meu irmãozinho de 3 anos. O meu outro irmão de 5 anos tinha saído para brincar e nunca foi encontrado.

O meu pai estava em outra cidade, onde ele recebeu a chuva negra. Mesmo assim, ele foi procurar pela família e me encontrou na minha avó. Quando ele chegou, ele não conseguiu mais se levantar da cama. As minhas queimaduras, graças ao pepino, melhoraram. Mas ficaram quelóides. A minha unha fica escura e sempre cai.

Meu pai aos poucos recuperou um pouco da saúde e voltamos para Hiroshima, onde fizemos um barraco. Ele era suficiente apenas para nos proteger da chuva. Isso já era novembro e ele ainda não andava. A cidade estava destruída. Eu pensava que tipo de vida nós iríamos ter. Meu pai com o tempo não se mexia mais. A distribuição do arroz atrasava e nós comíamos caules de batata e beterraba, apesar das previsões de que nunca mais surgiriam plantações novamente na cidade.

Terminou a guerra, mas a vida não melhorou. No ano seguinte, eu voltei à escola, mas a minha classe era muito pequena. Todas as alunas tinham seqüelas. Nós nos perguntávamos por quanto tempo mais viveríamos. Eu fui levada para fazer testes por um comitê de estudos dos afetados pela bomba. Nós éramos mais uma vez cobaias. Ninguém nos tratou.

Meu pai dizia: quero morrer! Em maio de 47, ele se suicidou.

Em 49, eu me formei no ginásio, mas não encontrava emprego. Mesmo com o calor, eu sempre usava manga comprida. Depois de dois anos, eu consegui trabalhar em uma doceria, mas fiquei lá só 6 meses. Porque um dia eu tossi e saiu sangue. Eu estava com uma gastrite aguda. Fui ao hospital. Eu tinha doença física e espiritual. Tirei um terço do estômago e fiz muita transfusão, onde peguei uma doença sanguinea.

Ainda hoje, com a mão direita, eu só consigo escrever e segurar o hashi. Eu uso facas e tesouras com a esquerda. É incômodo, mas eu ainda vivo.

No hospital, eu sempre procurava a morte, mas com o tratamento médico e com o apoio da minha avó, eu segui vivendo. Mas perdi o emprego. Quando eu me recuperei da saúde, minha avó morreu. Com isso, todos os meus parentes morreram. O sentimento que tenho é de que a guerra é muito triste. Não podemos fazer guerras. Eu levei 50 anos até consegui contar essa experiência. Até então, falar ou ouvir sobre a bomba era muito triste.

A bomba atômica não destrói só os seres humanos, mas tudo que tem vida. Nunca mais podemos usá-la. A radiação retida também influencia a vida futura. Ainda muitas pessoas continuam morrendo por causa dela. A minha força é muito pequena.

Eu preciso transmitir o que passei. Acho que é por isso que ainda estou viva. Meu trabalho e minha função são evitar novas bombas assim no mundo. Hiroshima tem obrigação de se unir ao mundo pela paz. Jovens, não se esqueçam de Hiroshima, Nagasaki e Okinawa! Mantenham este planeta.

17/01/2010

Pink Bong


O Brasil como ele é. Foi o que não parava de passar pela minha cabeça ao assistir ao show do Macaco Bong, com participação do Móveis Coloniais de Acaju, Siba (não achei nenhuma ocorrência dele na web) e Vitor Araujo. O primeiro com um rock instrumental sofisticado, o segundo com um quarteto de metais imponentes, o terceiro com tudo que a cultura afro nos trouxe e o quarto com o melhor do piano clássico. O showzaço aconteceu no Auditório do Ibirapuera. Agora a ideia é assistir a cada uma dessas bandas separadamente! Que venha mais uma semana!

E agora começa o ano novo


Tem tanta novidade nesse casamento que só uma mesa de bar para dar conta! Por enquanto uma fotinho pra deixar bem claro que o ano PROMETE!

Do outro lado do mundo.

olá, minha gente. depois de um longo inverno longe deste blog volto a escrever diretamente do Japão (onde, por sinal, o inverno está congelando). Primeiro post daqui, como não podia deixar de ser, é sobre boteco. Bom, tudo aqui é diferente. Por causa do frio e pelo alto custo dos imóveis em Tóquio, tem muito bar que fica em subsolo ou em andares de prédios. Isso intimida muito você a entrar. Ainda mais um estrangeiro, que não vai saber se alguém fala inglês no lugar. Sedento pela primeira cerveja em alguns dias, entrei em um que avisava na porta que tinha Guiness. Aí foi o susto. O boteco mais chinfrim daqui tem, além da cerveja irlandesa que custa 800 yenes (mais de 8 dólares), tem praticamente todo tipo de bebida do mundo. O cara do meu lado pediu um bom e velho submarino (chope com steinhager) e o cara com ele pediu uma marguerita. O equipamento de som e a TV do boteco eram caríssimos. O barman atendeu meu pedido em inglês, mas quando eu perguntei quanto era o aluguel, ele disse que não estava entendendo... Lá ele tinha um dicionário inglês-japonês, que dizia que Brasil aqui é Burajiru! Tudo aqui é muito caro. Em Toquio, só vivem estrangeiros (que são muito poucos aqui) e altos executivos. Um cara me disse que paga num apto de 150 metros quadrados US$ 20 mil por mês. A conta de luz, dele e da esposa (que trabalham fora o dia todo), são outros US$ 500. Bom, voltando ao boteco... Não poderia faltar a ele a característica básica de um bar, tão presente no nosso querido Zé Ladrão: os quadrinhos de piada. Segue a daqui.

Hiding from wife

$ 1 - nop note here
$ 2 - I just missed him
$ 3 - Just had 1 drink and left
$ 4 - Hasn' t been in all day
$ 5 - Never heard of him

Logo tem mais. Zé, tem sake aí?

15/01/2010

Pablo Neruda


Quem vai ao Chile sempre ouve falar de Pablo Neruda, mas poucos optam por gastar seu tempo e conhecer suas casas. Se você está na dúvida nem pense - Vá. Ele tem uma casa em Santiago, uma em Valparaíso e a mais maravilhosa que fica em Isla Negra (mais ou menos 1 hora de Santiago). Os passeios pelas casas são uma delícia. Os guias contam as histórias do poeta, que como todo artista, é bastante excêntrico. Essa foto de baixo tem uma história ótima. Ele comprou esse barco, mas nunca o colocou no mar. Ele dizia que era um marinheiro de terra firme e era nesse barco que ele chamava os amigos para tomar drinks e bater-papo.


11/01/2010

Só sendo um Avatar

Filmes de grande bilheteria nem sempre são os melhores. Ou muitas vezes são os piores. Mas não é isso que acontece com Avatar, de James Cameron. Fazia tempo que eu não me apaixonava por um filme e isso aconteceu ontem. Mesmo sem ser em 3D, o filme emociona. E mais do que isso, ele faz a gente refletir, refletir sobre o que fizemos com o nosso Planeta. E pior, faz a gente cair na real de que só indo para outro Planeta e sendo um Avatar para gente entender a força da natureza e como somos dependentes dela e como somos ignorantes no trato com ela.

O filme fala de pureza, de misticismo, de amor. Quem sabe se a gente for um pouco nosso Avatar todos os dias, ainda conseguimos viver em um mundo com um pouco mais de valores e pureza. Sim, eu torço para o bem!

07/01/2010

CCBB 2010 promete!

Feliz 2010, mulecada!

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) anunciou sua programação para 2010. Serão mais de 130 projetos selecionados para as unidades do Rio, em São Paulo e em Brasília neste ano. Uma das exposições que promete ser muito boa será a do Tim Burton, a exposição "O Estranho Mundo de Tim Burton", que vem fazendo sucesso no MoMa (Museu de Arte Moderna), em Nova York, fará parte da programação. Ainda não existe uma data certa, mas ficaremos no aguardo.

Zé, 2010 com mais informações e cerveja!

18/12/2009

Il Ballo del Mattone

foto por Anninha

Uma das melhores coisas de viajar é ter amigos que moram nas cidades que a gente vai conhecer. E foi isso que aconteceu com a gente nessa temporada latina. Tínhamos indicações na Argentina e no Chile. Dicas de quem mora mesmo na cidade, o restaurante mais escondido, a balada mais local, além da onde fazer melhor câmbio, comprar vinhos etc.

E uma dessas dicas foi Il Ballo del Mattone. Fomos para lá em um dia que nem café tínhamos tomado, e logo encaramos uma garrafa de vinho, ou melhor, várias. Lá é a versão restaurante do MILO (balada-lenda de SP). As paredes completamente cheias de grafites, recortes de jornais e revistas bacanas. O cardápio é uma lousa verde com os pratos do dia, no máximo 5 opções. Super descolado, como diriam os mais antigos. E ainda foi a chance que tivemos de fazer uma homenagem para a nossa amiga Juliana Mattoni que escreve no http://www.pimentanatela.blogspot.com/.

Para pegar o endereço certinho vá até o site que é o acessório essencial de todos os portenhos que gostam de comer bem http://www.guiaoleo.com.ar/

17/12/2009

Cama e Mesa

Crédito - do amigo Zé Paulo Cardeal

O show do Roberto Carlos é daquelas coisas que a gente "tem que fazer". Ele sempre foi um ícone e em ano de comemoração de 50 anos de carreira, o título ganhou ainda mais peso. Nenhum jornalista tem coragem de falar mal dele. E isso só é possível quando se vira ícone!

Na terça-feira o show no Ginásio do Ibirapuera foi o fechamento desse ano. O coral feminino enlouquecido, a sedução dele no palco e as participações especiais fizeram com que todo mundo se sentisse um pouco apaixonado - por ele!

Confesso que na quarta-feira, quando acordei, estava com saudades do Rei. Abaixo um vídeo de uma antiga música, Cama e Mesa, no especial da Globo de 84.

Não perca, dia 25, depois de se entupir de panetone, RC!

http://www.youtube.com/watch?v=XI2yfcxD95o

16/12/2009

AC/DC em Buenos Aires






Por Gui Queiroz

Tive o prazer de receber em minha casa em Buenos Aires a Fernanda e o Rodrigo, dois terços desse blog que acompanho desde o seu nascimento. E tivemos a sorte de que justo nas datas que eles estivessem por aqui, o ACDC também estaria. Bom, consegui comprar na primeira hora de venda os nossos ingressos para o primeiro do que foram os 3 shows lotados que fizeram.

Depois de uma longa espera, mais exatamente no dia 02 de dezembro, lá fomos nós para o Estádio do River Plate, o famoso Monumental de Nuñez, acompanhar o que seria um show único. Tudo foi maravilhoso e impecável, desde a nossa chegada com uma entrada organizada e ordenada até o solo final de Angus Young. Foi uma experiência única e aproveitar com o público argentino, que pula, grita e canta o show inteiro, foi demais!

E agora gostaria de ver a opinião do Ro, que sim é bem fanático deles e cantou e pulou do começo ao fim...

Ai está o setlist do show:
Rock N' Roll Train
Hell Ain't a Bad Place to Be
Back in Black
Big Jack
Dirty Deeds Done Dirt Cheap
Shot Down in Flames
Thunderstruck
Black Ice
The Jack
Hells Bells
Shoot to Thrill
War Machine
Dog Eat Dog
You Shook Me All Night Long
T.N.T.
Whole Lotta Rosie
Let There Be Rock

Encore:
Highway to Hell

For Those About to Rock (We Salute You)

13/12/2009

Homenagem ao nosso leitor fiel

Temos um leitor que nos acompanha desde os primórdios do Zé. É o nosso amigo Gui que mora em Buenos Aires e nos deu cama e roupa lavada durante a semana que estivemos por lá.
Em um dos nossos bate-papos descobrimos que o Gui manda semanalmente, aos seus amigos, um compilado de boas fotos. Como sou socialista da informação, aqui vão os meus favoritos da semana. Gui, adorei!






10/12/2009

Andy Warhol portenho


Quem não conhece o quadro com as sopas Campbell ou a Marlin Monroe na melhor linguagem pop arte? Pois bem, no nosso super roteiro cultural em Buenos Aires incluimos a exposição Andy Warhol, Mr. América, no museu Malba (que é o Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires e por só já vale a visita).

A exposição, apesar de breve, mostra as principais obras do artista e como ele enxergava os Estados Unidos, com toda a sua pasteurização e excesso de consumo. Destaque para uma frase em que ele diz que uma garrafa de Coca-Cola é um excelente ícone da democratização do consumo moderno já que tanto o presidente dos Estados Unidos como um agricultor, por exemplo, bebem exatamente o mesmo refrigerante, independentemente da situação econômica de cada um. Gostei!

A boa nova é, a exposição chega à Pinacoteca em 20 de março.

08/12/2009

Albergue nada espanhol


Se você não é muito chegado em desconforto e sempre prefere ter um pouco mais de dinheiro para viajar do que ficar em albergue, presta atenção na dica: quartos privativos nos mesmos albergues.

Essa foi a primeira vez que experimentei a modalidade, até então era roots mesmo e cheguei a dividir quartos mistos com 8 pessoas. Até que na última viagem, na Itália, percebi que não sou mais target desses albergues, isso porque não consegui fazer amizade com ninguém – me acharam muito “madura”. Rs…

Enfim, os quartos privativos são uma ótima pedida para quem gosta de conforto, no caso eu e o marido-rô (com banheiro, tv a cabo e ar condicionado), mas também quer fazer amizades-minuto, tomar vinho com a galera, pegar dicas da cidade, além de ótimos preços! E o site para achar esses albergues é www.hostelworld.com. É bem bacana, vai lá!

03/11/2009

Aonde o vento faz a curva

Por essa eu não esperava. A vida vem sendo sempre muito boa comigo e as oportunidades batem a minha porta a todo instante. O que fazer? Comemorar e agradecer! Pois foi assim durante a minha última viagem a trabalho. Algumas horas de folga me garantiram um passeio para o Cabo da Boa Esperança, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Para chegar até lá você tem que pegar algum ônibus de turismo que depois de 1 hora e alguns minutos te leva aonde o vento faz a curva e no caminho que levou às Índias. Depois de subir alguns degraus a vista é essa da foto e o sentimento é de frio na espinha. Me disseram que Machu Pichu é assim. É um silêncio que poucas vezes ouvi e uma energia misteriosa, de que por aquela curva e encontro de mares muita coisa já se passou, muitos capítulos da história foram escritos e muitos planos mirabolantes foram executados. Se estiver a fim de uma viagem exótica vá pra lá!


Eu amo o Paulinho

Mesmo com atraso, não poderia deixar de registrar aqui a nossa ida ao show do Paulinho da Viola no último dia 18 de outubro. O marido-rô me surpreendeu e depois de 20 dias longe me recepcionou com um par de ingressos para o show que ele sabia que eu queria tanto assistir. E de fato foi um lindo espetáculo.
O Paulinho, além de ter uma super banda, faz um show muito completo - com as melhores músicas, as melhores histórias e um grande carinho pelo público. Fica a sensação de que ele está fazendo o show pela primeira vez e cantando as músicas ao público pela primeira vez. A minha favorita? "Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar". Frase linda para aqueles dias em que a ansiedade faz tudo ficar confuso...

Pega mal

Não gostar de certos filmes pega mal para quem vive no "circuito alternativo". Uma delas é não amar o filme do Tarantino "Bastardos Inglórios". Pois bem, eu não amei. A sacada do Nazismo é realmente incrível, mas, sim, achei a linguagem do filme muito parecida com os Kill Bill 1 e 2 e achei a duração dos diálogos um desrespeito com a minha noite de feriado. Alguém concorda comigo?

14/10/2009

Para tudo existe uma primeira vez




E por incrível que pareça, chegou a vez do Brasil perder a virgindade nada mais nada menos com a banda texana ZZ Top. Eles farão 3 shows em nosso país com passagem em SP no dia 10 de dezembro. Uma excelente notícia para um fim de ano que promete ser bom!



Zé, desce uma original.

10/10/2009

A auto-estima angolana

O pacifismo do nosso povo faz com que a gente nem saiba o valor que a paz tem. E os angolanos, que saíram de uma guerra há 7 anos, estão descobrindo o valor de se viver em paz, sem medo, aos poucos. Ainda vemos um olhar submisso e assustado na jovem população, que na média tem 20 e poucos anos. Eles agradecem quando você diz bom dia e aceitam ordens de uma maneira passiva.

Nesse ano que passou, percebi que há cada vez mais mensagens de alta auto-estima – AAE, como eu brinco. Em todos os cantos vemos anúncios que destacam como é importante ter orgulho de ser angolano, como o povo é feliz, como o povo vai dar a volta por cima e como é bom viver em paz. O hino deles é uma grande prova disso e diz – Uma só voz, uma só nação.

Sabe dançar kuduru?





Ano passado tive a minha primeira incursão pelo continente africano. E o desgaste e a entrega emocional foram enormes. Demorei a absorver a realidade, a lidar com as diferenças – acho que até agora não consegui -, a aprender como eles trabalham e entender algumas das características desse continente que soma 54 países. Esse número é a prova da nossa ignorância com esta terra que é realmente o velho continente.
E se tivesse que definir Angola em uma palavra, diria RITMO. É incrível como eles dançam, são dançarinos por todos os cantos, com todas as idades, e classes sociais. Tem um jogo de ombro que os dançarinos do Grupo Corpo devem invejar. E eles tem um ritmo próprio que chama o Kuduru – uepa! Não tem equivalente no Brasil e os mestres desse ritmo são os cantores Yuri da Cunha e Maya Cool. Se gosta de música com energia busca agora no Youtube. Até postaria o vídeo aqui, mas a conexão é de 500K, ou seja, posso demorar um dia pra isso!





Nostalgia na África

O destino fez com que eu tivesse na tarde desse sábado um grande deja vu.
Há pouco mais de 20 anos eu morava em Manaus e com os meus 7, 8 anos era absolutamente fã da Xuxa. Tinha todos os discos, sabia todas as coreografias, tinha o sonho de ser paquita e cheguei até a pedir uma roupa como a dela para comemorar um aniversário meu. As meninas da minha idade sabem que as roupas do Bicho Comeu – grife da Xuxa – era muito caras e eu tive que me contentar com uma roupa feita por uma costureira local. No meu aniversário de 8 anos desfilei linda e bela com uma saia balonê e uma blusa de taxas. Quem lembra?

Pois bem, o lugar agora é Luanda e a idade é quase 30. Tanta água já passou por baixo da ponte. E o trabalho me trouxe para um show da Xuxa na África. E o tom foi de revival, dona Xuxa, que trabalha para baixinhos há 25 anos, cantou os mesmos sucessos de 1980! E, como era previsto, sabia cantar todas as letras. Foi o dia do revival – Lua de Cristal, Ilariê, Xuxuxaxaxá, Arco Íris e a música do Índio. Mais detalhes ao vivo. O mundo virtual tem a supervisão do BBB!

24/09/2009

Em qual você vai?

Planeta Terra – O evento acontece no dia 7 de novembro no Playcenter, em São Paulo, e terá também as bandas Sonic Youth, Primal Scream, The Ting Tings, a dupla N.A.S.A., entre outras.

X

Maquinaria - O evento acontece no dia 7 de novembro na Chácara do Joquei, em São Paulo, e terá também as bandas Faith no More, Jannes Addiction, Deftones

Meu cartunista favorito

Quando criança lia muito gibi - mas só os da Turma da Mônica (meu sonho era ter uma assinatura, mas minha mãe incentivava a compra nas bancas). Depois na adolescência perdi o interesse por cartoons. Felizmente, nos últimos tempos, voltei a admirar os quadrinhos. E o meu cartunista favorito brasileiro é o Allan Sieber. Hoje tem lançamento do livro novo dele aí no Rio. Envio abaixo um convite e um dos quadrinhos dele. Vale a pena entrar no site dele ler todos os outros - com destaque para o Vida de Estagiário, que é hilário!



21/09/2009

música pra alma

Música brasileira não é o forte desse blog, os maridos preferem o que é falado no idioma yankee. Eu adoro, sábado conversando com uns amigos falei que sempre ouço meu Caetano, Gil e Chico por aí, e faz tempo que quero colocar aqui essa versão abrasileirada de Don't Worry be Happy, com Martnália. Diz aí, a letra não te faz mais feliz? (Obs - a única versão de qualidade que eu achei foi essa - fecha o olho e ouve só a música, sorry...)


oi?

Achei essa notícia no mínimo curiosa

14/09/2009

Cuspi pro alto!

Ui. Bem que o marido-rô me olhou de canto de olho quando eu disse que Twitter era uma porcaria. Acho que eu não tinha entendido direito. Depois de uma certa resistência, resolvi pesquisar e sabe o que eu descobri? O Twitter é um compilado de tudo que a gente quer ler. Assim, ontem comecei a seguir um monte de gente - desde colunistas importantes, até grandes baboseiras que garantem risos durante o dia. Se quiser me seguir e ler o que eu leio, vai lá

www.twitter.com/fevio

Ah, os maridos também tem. Minos, qual o endereço?

Tem mudança na área

Se você tá achando que a gente abandonou o barco está muito enganado. VTNZ continua firme, talvez nem tão forte. Mas as justificativas são muitas - marido-dan está de mudança e vai fazer colaborações diretamente da Capital Federal. Eu não estou bebendo - o que limita a vida social... Nada mais chato do que ficar no bar tomando H2O e o marido-rô é cara de pau mesmo e fica atualizando o twitter dele por aí. Mas a gente vai voltar, como já voltamos tantas vezes. E aguardem a festa de 3 anos do Zé vem aí. Tá preparado? Por enquanto uma foto tirada em NY para animar a semana. Quem achar o passarinho, por favor, manda um pombo correio!

28/08/2009

Ecos

Caros,


É com grande prazer que convido todos para a estréia do filme 'Ecos', dirigido por mim e meu amigo Pedro Henrique França.


O documentário conta a história do assassinato do Toninho do PT, prefeito de Campinas, morto em 10 de setembro de 2001. Passados oito anos, o crime continua sem respostas. O trabalho é resultado do meu projeto de conclusão de curso de jornalismo. O filme tem duração de aproximadamente 80 minutos e é uma das estréias do festival É TUDO VERDADE – que acontece em São Paulo de 1 a 7/9, e no Rio de 4 a 12/9.


Datas de exibição e local dos filmes
1/9 - na Cinemateca Brasileira (SP), às 20h30
4/9 - na Cinemateca Brasileira (SP), às 14h30
5/9 - no Instituto Moreira Salles (RJ), às 14h
6/9 - no Instituto Moreira Salles (RJ), às 20h.

Compareçam e divulguem!

Abraços,
Guilherme Manechini

26/08/2009

No Brasil, com Maiakóvski

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e impedem que se fume
no nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
violam nossas baladas,
vetam nossa bebida,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
inventa um vírus em nossas casas,
rouba-nos as informações, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos o direito de escolher um remédio.
E já não podemos dizer nada.


aqui, o original, de Eduardo Alves da Costa, que não deixa de ser, da mesma forma, oportuno nos dias de hoje

24/08/2009

Good morning at 10 PM

Há algumas semanas encontrei esta matéria no Rolling Stone, sobre rádios online. Fala das boas gringas e das ridículas brasileiras. Entre as boas destacadas e avaliadas por mim, a melhor é a Woxy, com boas novidades do rock e alguns clássicos. Mas não é nada que supere a minha favorita há algum tempo, a Radio Paradise, que eu ligo e deixo rolando sem me atrever a mudar. A mais curiosa é a Triple j, da Australia, que tem uma questionável lista das cem músicas mais "quentes" de todos os tempos e que te dá bom dia às 10h da noite.